segunda-feira, 21 de março de 2011
Reflexões
domingo, 20 de março de 2011
Notícia da Semana Atualidades
Movimentos sociais realizarão grande manifestação contra visita de Obama nesse domingo
Da Agência Petroleira de Notícias
“Obama, volte para casa! Tire as garras do pré-sal! Somos contra as guerras imperialistas!” São com essas palavras de ordem que o movimento social brasileiro irá para as ruas no Rio de Janeiro dizer que o presidente estadunidense não é bem-vindo em nosso país. Quem apostou na desmobilização das organizações e dos ativistas cariocas e brasileiros na semana seguinte ao Carnaval se enganou. A Plenária Unificada dos Movimentos Sociais contra a vinda do Obama reuniu mais de 150 pessoas no auditório do Sindipetro-RJ nessa noite de quarta (16).
Para denunciar o absurdo que é recebermos o representante maior do imperialismo com festa em nosso país, as principais organizações populares do Brasil decidiram realizar uma grande manifestação no domingo, 20 de março. A concentração será no metrô da Glória, a partir das 10h (a concessionária está divulgando que o Metrô fechará às 12h30, mas pode ser que antecipem). Na sexta-feira (18), às 16h, na Candelária, as mesmas entidades farão uma passeata convocando a atividade de domingo e informando a população sobre o papel nefasto que os EUA cumprem no mundo inteiro.
A eleição de um negro nos EUA gerou muitas ilusões recheadas de promessas de paz e respeito aos direitos internacionais. Mas a máscara não demorou a cair. Sob a direção de Barack Obama a política externa do imperialismo norte-americano continua a mesma em essência. E essa visita ao Brasil tem um objetivo especial, como revela o jornal O Globo, aliado fiel do imperialismo. Obama vem de olho no pré-sal brasileiro. Os EUA são enormes consumidores do óleo e não querem ficar reféns da instabilidade política dos países do Oriente Médio e da África. A meta estadunidense declarada é tornar o Brasil um grande e seguro exportador de petróleo para a América do Norte.
A idéia da manifestação de domingo é partir em direção ao centro do Rio com bandeiras, faixas e panfletos. Cada movimento e ativista levará seus materiais específicos explicando para a população porque somos contra a vinda de Obama. Essa atividade unitária nasce da necessidade de dar uma resposta unificada nesse momento.
É importante a presença de todos que querem um mundo sem guerras e defendem um Brasil livre e soberano. A imprensa divulga que Obama vem dar seu recado ao povo brasileiro. Nós queremos é que o povo dê seu recado a Obama! Vamos mostrar que a sociedade brasileira não está omissa, nem disposta a bater palmas para os EUA.
http://www.apn.org.br/
Fonte: http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/noticias/1533-movimentos-sociais-realizam-manifestacao-contra-obama
domingo, 13 de março de 2011
Reflexões
Por Chico Braun
Em muitos casos a sustentabilidade e o meio ambiente estão em pauta porque impulsionam a reprodução do capital...
Notícia da semana Atualidades
O Big One do Oriente?
Era início da tarde no Japão, quando um terremoto de 8.9 graus na escala Richter detonou a tragédia. O pior ainda estava por vir: um tsunami com ondas de até 10 metros devastou cidades, arrastou navios, matou e feriu milhares de pessoas
Luiza VillaméaA DESTRUIÇÃO
Sexta-feira 11, em Natori, nordeste do Japão: casas
e fazendas arrasadas por água e fogo
“Nunca se sabe quando pode chegar o “daishinsai” (o grande terremoto)”, é uma frase que se ouve com frequência nos mais diversos pontos do país. Não por acaso, estrangeiros recém-chegados ao Japão logo aprendem o significado do termo “jishin” (terremoto). Da mesma forma, desde a pré-escola as crianças japonesas passam por treinamentos para aprender a se abrigar durante terremotos (leia quadro à pág. 84). Na cidade de Kobe, no centro-sul do Japão, existe até um museu a céu aberto para relembrar o pior tremor que havia atingido o país antes da sexta-feira 11. Trata-se do Kobe-ko Shinsai, um parque que expõe de forma permanente marcas dos estragos provocados pelo Hanshin Awaji Daishinsai em setembro de 1923, com 7.9 graus de magnitude na escala Richter. No parque encontra-se parte do antigo atracadouro de barcos da cidade tal qual ficou após o tremor de 1923 – com um grande fenda em sua estrutura de concreto e postes inclinados.
O IMPACTO
Ondas de dez metros chegam às praias de Iwanuma, em Miyagi,
e colocam em alerta ilhas do Pacífico, partes dos EUA e Canadá
AS PERDAS
Tsunami destrói completamente zona residencial em Miyagi.
O alerta aos moradores havia sido dado horas
antes, permitindo uma fuga em massa
Os maiores riscos, no entanto, vinham do setor nuclear, que produz 23% da energia consumida no Japão. Pouco depois do terremoto, embora ressaltando que não havia indícios de “materiais radioativos fora das instalações”, o governo declarou “estado de emergência de energia atômica”. Na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio, o tremor causou falhas de energia e paralisou geradores da usina de Fukushima, impedindo o sistema de resfriamento de fornecer água suficiente para diminuir a temperatura do reator. Num primeiro momento, uma área de três quilômetros em volta da usina foi evacuada. Mais tarde, o círculo de proteção foi ampliado para dez quilômetros. A Agência de Segurança Nuclear do Japão admitiu a possibilidade de liberação de fumaça radioativa do reator de Fukushima. A medida, que seria inócua para os seres humanos e o meio ambiente, permitiria aliviar a pressão no reator que está 1,5 vez superior ao nível considerado normal. Já o nível de radioatividade na sala de controle da usina era mil vezes além do normal. Dos 55 reatores do país, 11 foram desligados por precaução. “Parar as centrais garantiu que não ocorressem explosões”, afirma o especialista em radiobiologia Eduard Rodríguez-Farré, integrante do Comitê Científico da União Europeia. “O lógico é que os reatores sejam mantidos parados até que sejam revisados um por um.”
A DOR
Resgate de feridos em Tóquio e estrada destruída em Mito.
No porto de Onahama, carros, barcos e contêineres no mesmo cais.
Em Miyagi restou observar a destruição
Relatos de sustos, porém, não faltaram. Moradora da província de Kanagawa, a 32 quilômetros de Tóquio, a modelo brasileira Suzy Shimada, da agência internacional Cinq Deux Un, estava no centro da capital quando a terra tremeu. Mais exatamente, ela passava pelo cruzamento de Shibuya, que é atravessado diariamente por três milhões de pessoas. “Eu vi os materiais da fachada de uma loja tremendo, olhei para os lados e as pessoas estavam em pânico. Os pés não ficavam firmes no chão. As árvores balançavam como num filme de terror. No prédio em construção em frente aos meus olhos, um imenso guindaste balançava como se fosse uma mola. Foi um pavor! Só via as pessoas gritando Sugoi – Kowaai, o que significa: Meu Deus! Que medo!” A modelo, que há quatro anos vive no Japão, contou que já havia passado por outros tremores de terra, mas jamais imaginara testemunhar algum de tamanha magnitude. “Um minuto depois o alarme soou, as pessoas saíam correndo dos prédios. Foi um desespero. Estava com o coração nas mãos. Eu só pensava no meu filho (Vitor, 5 anos) que estava na casa da babá, em Kanagawa. Só consegui contato com eles duas horas depois. Estava tudo bem.”
No Twitter, o cantor e compositor canadense radicado no Japão Blaise Plant fez um relato minuto a minuto do terremoto e seu impacto em Sendai, uma das cidades mais próximas do epicentro do terremoto:
15h07: A minha casa está um lixo! Eu estou bem! Foi assustador... o maior até agora!
16h47: Olá a todos! Parece que a situação se acalmou um pouco. Onde eu estou, os prédios estão danificados. Outdoors estão prestes a cair.
16h48: Peço a todos para se manter alertas... as coisas estão caindo... Ouvi que o tsunami parece muito grande na tevê.
16h49: Neste momento eu não posso ir para casa, o chão está tremendo.
17h16: Um monte de gente do bairro se reuniu para se manter aquecida.
17h24: Ainda grandes agitações... o tsunami parece realmente ter feito estragos... Parece que há mortes... mas eu não posso ter certeza sobre isso.
18h28: A cidade está em completo blecaute! Não consigo ver nada exceto luzes de carro!
18h41: Tenho que ir buscar meu primo na estação de Sendai...
18h50: Eu estou em pé no meio da cidade...
19h32: Graças a Deus vivemos em um país grande e organizado, onde todo mundo está ajudando uns aos outros!
Na virada da noite da sexta-feira 11 para o sábado, quando o cantor já estava abrigado em sua casa, a 144 quilômetros de Sendai, a cidade de Kesennuma continuava em chamas. Horas depois, o governo do Japão estimava que 378 pessoas haviam morrido e 547 estavam desaparecidas.
O CAOS
As águas tomaram o terminal do aeroporto de Sendai.
No aeroporto de Narita, em Tóquio, a evacuação de passageiros.
Na Índia, estudantes acendem velas pelas vítimas do Japão
não deixa vítimas e sequer provoca danos materiais. De tempos em tempos, porém, os japoneses têm de enfrentar terremotos tão brutais que acabam por se transformar em tragédias de grandes proporções.
O da semana passada, que entrou para a história como o maior de todos os tremores já ocorridos no país, fez um número recorde de vítimas, mas o resultado seria pior se os japoneses não fossem os maiores especialistas do planeta na prevenção de terremotos. Dos sistemas de alerta até a construção de prédios, dos treinamentos periódicos ao atendimento de emergência, o Japão é a nação mais bem equipada para sobreviver a hecatombes como essas.
Não é exagero afirmar que o Japão está permanentemente de prontidão. Nas escolas, a partir dos 6 anos as crianças aprendem a enfrentar desastres sísmicos. Uma vez por mês, os alunos simulam situações de fuga e bombeiros são convocados para dar palestras centradas em assuntos como “sobrevivência em escombros”. Mas não apenas os jovens são treinados. No “Dia da Prevenção”, celebrado em 1º de setembro, os trabalhadores são dispensados para que possam participar de exercícios que ensinam procedimentos seguros em caso de terremotos. Quando uma tragédia está em via de acontecer, as autoridades agem com velocidade impressionante. Alertas sonoros são disparados nas cidades e as emissoras de tevê e rádio mandam mensagens ininterruptas para toda a população. O videomaker brasileiro Carlos Nonnenmacher, 42 anos, é testemunha dessa agilidade. Ele mora há três anos no município de Hamamatsu, que fica a seis horas de carro de Tóquio e que entrou em alerta vermelho assim que o terremoto eclodiu. Sua casa fica a apenas 300 metros de praia. “Poucos minutos depois dos tremores, a polícia foi a todas as casas, inclusive a minha, pedindo para irmos para os pontos mais altos da cidade.” Segundo ele, a praia possui barreiras de proteção que são acionadas quando há risco de um tsunami. Em outros lugares, existem comportas que se fecham para evitar a propagação das ondas.
Nos últimos 20 anos, o desenvolvimento tecnológico se tornou um aliado importante. Em pontos estratégicos do arquipélago japonês foram instalados 300 sensores que monitoram a atividade sísmica, além de outros 80 sensores aquáticos que indicam a altura, velocidade, localização e horário de chegada de um tsunami. A engenharia japonesa é a mais avançada do mundo na construção de prédios à prova de terremotos. Desde os anos 2000, os grandes edifícios são feitos com estrutura de aço no lugar de concreto, o que os torna resistentes a grandes tremores. Foram também os japoneses que criaram os sistemas de amortecimento instalados na base das construções, cuja função é absorver parte da energia dos tremores. Não é possível eliminar por completo os riscos, mas o Japão ensina que a prevenção é o caminho a ser seguido.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Notícia do Dia
Terremoto e tsunami no Japão deixam 300 mortos e 88 mil desaparecidos
Redação SRZD | Internacional | 11/03/2011 11h30
Os abalos provocam um tsunami que chegou até áreas da cidade de Sendai e imagens de TV mostram a água arrastando carros e caminhões. Depois do tremor avisos de tsunami com ondas de até seis metros foram emitidos em todo o país. O Centro de Alerta de Tsnumanis do Pacífico também entrou em ação enviando alertas para vários países, já que existe possibilidade de ondas de até dez metros atingirem outros locais.
Logo depois do terremoto, ondas atingiram as Filipinas, conforme informou o sismólogo chefe do país. Além dela, Indonésia também sofreu com as ondas, mas não houve danos e o governo levantou o alerta, assim como a ilha de Guam, território americano do Pacífico. Nas ilhas Midway as ondas chegaram a 1,5 metro, segundo o centro. As ondas já chegaram ao Havaí também, mas a estação que faz o monitoramento afirmou que era impossível determinar a altura delas.
Mortes podem chegar a 300
Segundo a polícia da província de Miyagi, entre 200 e 300 corpos foram encontrados na região costeira de Sendai, todas vítimas do tsunami. O embaixador do Brasil no Japão informou que não há notícias de brasileiros entre as vítimas. Segundo ele, cerca de 17 mil brasileiros moram na região próxima ao epicentro, que aconteceu no Oceano Pacífico a 130 Km da península de Ojika, no Japão, e uma profundidade de 24 Km, considerada baixa.
Depois do terremoto, outros 52 fortes tremores de magnitude maior que 5 foram sentidos, segundo a agência americana. O governo japonês já emitiu alertas de réplicas.
Primeiro-ministro pede calma
Naoto Kan, primeiro-ministro japonês pediu calma à população, apenas de "grandes" os danos causados pelo abalo. Por causa dos tremores, incêndios foram registrados em pelo menos 80 lugares, conforme informou agências locais.
Em Tóquio, grandes prédios foram sacudidos e o governo pede para que as pessoas que moram nos arredores da capital deixem suas casas em direção ao centro da cidade. As linhas telefônicas ficaram abaladas, o trem-bala da capital e os dois principais aeroportos foram fechados temporariamente e o transporte coletivo entrou em colapso.
Para saber mais: http://www.sidneyrezende.com/noticia/124204+terremoto+e+tsunami+no+japao+deixam+300+mortos+e+88+mil+desaparecidos
quarta-feira, 9 de março de 2011
Reflexões
O esboço de Leonardo Davinci, o Homem Vitruviano celebra o “homem universal”, ou seja, o ser humano em equilíbrio com o universo. No esboço de Leonardo, o homem dentro do circulo e do quadrado representam as formas perfeitas e a perfeição indica as formas universais ou somente o universo.segunda-feira, 7 de março de 2011
Notícia da Semana Atualidades
Estudo feito por um renomado psicólogo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, reacende o debate sobre a capacidade humana de antever o futuro
Débora RubinOUSADIA
Um dos melhores pesquisadores de sua geração, o psicólogo Daryl J.
Bem transgrediu as regras da academia ao estudar sobre premonição
ESTUDO
O procurador aposentado Valter Borges montou um
instituto de pesquisa após a premonição da morte do filho
CHOQUE
A funcionária pública Erilene Pereira anteviu
dois acidentes de carro, com o filho e o cunhado
Outra pesquisa, feita com universitários brasileiros, mostra que pensamentos premonitórios rondam o inconsciente bem mais do que se imagina. Segundo o trabalho realizado em 2008 na Universidade de São Paulo, 71,5% relataram premonição através de sonhos (leia quadro na pág. 55). No Instituto do Sono, de São Paulo, 30% dos pacientes contam ter sonhado com algo que depois se concretizou. Apesar de ser comum e fazer parte da vida de muitos brasileiros, essa capacidade de antever o futuro ainda é encarada como um grande mistério. Poucos cientistas se dispõem a estudar o tema e, mais do que isso, se recusam a comentá-lo. Lá fora, não é diferente. O artigo produzido em Cornell foi recepcionado com duras críticas. Ray Hyman, professor de psicologia da Universidade de Oregon (EUA), disse ao jornal “The New York Times” que o trabalho é loucura pura. “É um embaraço para a categoria”, atacou. Uma das censuras recebidas foi pelo fato de o professor Bem ter avisado os estudantes de que se tratava de um teste de premonição, o que pode ter influenciado as respostas. O físico Rory Coker, da Universidade do Texas (EUA), um crítico contumaz do que chama “pseudociência”, também fez ressalvas ao colega pesquisador. “A ciência não ignora os fenômenos paranormais, o problema é que tudo o que se vê são estudos feitos para provar aquilo no que se acredita. Dificilmente há resultados significativos e poucos trabalhos são reproduzíveis”, disse à ISTOÉ.
Daryl Bem não é o único acadêmico a colocar a mão nesse vespeiro ao longo da história. Em 1934, o professor Joseph Banks Rhine lançou a primeira edição do livro “Percepção Extrassensorial” a partir de vários testes realizados na Universidade de Duke (EUA). Foi ele quem cunhou o termo “parapsicologia” como o nome da ciência que estuda tais fenômenos. Mais recentemente, em 2001, outro professor de psicologia e neurologia da Universidade do Arizona (EUA), Gary Schwartz, testou em laboratório cinco médiuns, entre eles o mais famoso da tevê americana, John Edwards. No experimento, que foi exibido no Brasil pelo canal pago History Channel, Edwards ficava separado de pessoas que queriam saber sobre seus entes falecidos. Eles não se viam, apenas se ouviam e, como no programa, Edwards apenas confirmava as informações. O índice de acertos, segundo o pesquisador, foi de 83%. Schwartz também já esteve na mira do implacável professor Hyman, de Oregon, que o acusou de forjar resultados. “Muitas vezes na história da ciência nós estávamos errados. Quando achamos que a terra era plana, quando consideramos que o sol girava em torno da terra e tantas outras vezes. Prefiro estar sempre aberto a qualquer possibilidade”, defende-se o professor do Arizona.
Para confirmar as teses dos estudiosos no tema, dezenas de relatos de premonições vêm a público diariamente, manifestados por pessoas comuns – que trabalham, estudam, têm filhos, professam uma religião ou não. Elas costumam ser atropeladas em seu inconsciente por um acontecimento, uma certeza, quase um clarão, que se impõe sobre sua lucidez e se materializa em realidade horas, dias, meses depois, deixando-as, normalmente, assustadas. Roteiro cumprido pela arquiteta Silvia Arruda, de São Paulo. Em fevereiro de 1986, ela sonhou com uma cena de quebradeira no Brasil. Gente falindo, perdendo dinheiro, corrida aos bancos e supermercados. No dia seguinte, o então ministro da Fazenda, Dílson Funaro, anunciou o Plano Cruzado, que congelou o valor de salários, bens e serviços e provocou uma das maiores crises do governo de José Sarney (1985-1990). Vinte anos depois, um novo sonho premonitório, menos, digamos assim, coletivo. A arquiteta viu o então namorado com uma dançarina ruiva de cabelos cacheados. Contou para ele como quem relata uma curiosidade e foi ridicularizada. Pouco tempo depois descobriu que ele estava saindo com uma mulher tal e qual a do sonho. Detalhe: Silvia não é mística e nem sequer acredita em premonição. Ou, ao menos, não acreditava. “Não acho que seja algo sobrenatural, mas sim uma capacidade da mente em captar pensamentos e sensações não ditos”, afirma.
VISÃO
A gerente de marketing Carolina Oliveira enxergou a separação de um
casal desconhecido, que aconteceu três meses depois
“Não é um fenômeno religioso, não é loucura, paranoia, coincidência nem algo sobrenatural”, argumenta a parapsicóloga Márcia Cobêro, professora do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap). “É uma faculdade natural que todos têm, mas poucos se dão conta.” Segundo Márcia, a primeira reação das pessoas que têm premonições é achar que possuem um dom. O segundo passo é temer esse dom. Quando começou a ter premonições, o corretor de imóveis de Santo André (SP) Robson Leiva Lazarini ficou assustado e procurou ajuda na religião – primeiro católica, depois batista. Também criou o blog Sonhos Premonitórios (www.premonitoriosonho.blogspot.com), no ano passado. “As pessoas me mandam e-mails para tirar dúvidas. Não sou especialista, mas tento ajudar contando minha experiência.” Uma das que mais o impressionaram foi com um avião que tentava levantar voo no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, não conseguia, virava para a esquerda e batia num prédio baixo. No dia seguinte, foi buscar um cliente no aeroporto e ficou com muito medo que acontecesse algo com o jatinho dele. Quando o cliente aterrissou, respirou aliviado. Minutos depois, o avião da TAM, voo 3054, colidiu com o prédio da própria empresa após tentar arremeter num dia chuvoso. Lazarini ficou arrasado. “Mas o que eu posso fazer com esses sonhos? Ligar para a Anac e avisar? Não sei o que fazer com eles, então resolvi pelo menos registrar os mais recentes no blog.”
REDE
O corretor Robson Lazarini conta suas premonições,
como a de um acidente de avião, em um blog
REAL
A arquiteta Silvia Arruda anteviu a traição
do namorado e o advento do Plano Cruzado
Na vida da funcionária pública alagoana Maria Erilene Pereira, premonições e fortes intuições insistem em acontecer há algum tempo. Como quando, relaxando em uma rede, ela teve um insight com o filho mais velho, que havia saído com o carro à noite pela primeira vez. Erilene teve uma visão de um sinal próximo de sua casa. Sentiu um aperto no peito e ficou com receio de que acontecesse algo quando o filho passasse por ali. Ligou para ele e pediu que voltasse para casa. O jovem tentou acalmá-la, dizendo que estava tudo bem. Horas depois, ligou, aflito: havia batido o carro naquele local. “Tivemos sorte, só o veículo sofreu danos sérios. Ele ficou bem”, relembra. Muito pior foi o sonho no qual um de seus cunhados recolhia pedaços de um corpo após um acidente de carro. Dois meses depois ela perdeu um outro cunhado numa batida. E aquele do sonho, que recolhia os pedaços, foi o primeiro a chegar ao local do acidente. Os eventos ajudaram Erilene a cuidar de sua espiritualidade e se sintonizar mais com sua intuição. “Isso me ajuda a me conhecer melhor.”
Rory Coker, o físico americano que se dedica a denunciar os malefícios da pseudociência, acredita que tudo não passa de probabilidades. “Se toda vez que um parente meu sofresse algo eu sentisse, aí sim seria um fenômeno a ser examinado. Mas isso acontece muito de vez em quando e, portanto, fica dentro das estatísticas”, diz. No entanto, ele admira a coragem de pesquisadores como Daryl Bem. “É saudável que existam cientistas rebeldes que estão sempre imaginando como trilhar novos caminhos, por mais absurdos que eles soem aos nossos ouvidos.” Não à toa, Bem termina seu trabalho citando o diálogo da Rainha Branca e de Alice que abrem esta reportagem. O professor diz que 34% dos psicólogos que estão nas universidades concordam com Alice. E finaliza: “Quem sabe esse estudo não incentive os outros 66% dos meus colegas a investigar ao menos uma coisa anormal por dia.” Afinal, premonições são como as bruxas. Você pode até não acreditar nelas, mas que elas existem, ah, existem.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Notícia da Semana Atualidades
A epidemia da liberdade - Parte 1
Como um saudável vírus, protestos contra ditaduras espalham-se pelo mundo árabe, causando transformações em uma região marcada pela repressão, a pobreza e a brutalidade
Claudio Dantas Sequeira e Luiza Villaméa O coronel líbio Muamar Kadafi tornou-se o símbolo de uma geração de déspotas que, agarrados ao poder e alheios às necessidades de seus cidadãos, transformaram o Oriente Médio e o norte da África em uma das regiões mais autoritárias e desiguais do planeta. Em quatro décadas de reinado brutal, Kadafi, que se autoproclamou o “rei dos reis”, conseguiu reunir em torno de si todos os estereótipos de um ditador extravagante, sanguinário e opressor. Mais preocupados com as vastas reservas de petróleo e gás natural do país, ao longo das últimas décadas, os líderes ocidentais preferiam ver o ditador líbio apenas como uma espécie de déspota excêntrico. Suas enfermeiras ucranianas, suas roupas coloridas ou mesmo a insistente obsessão em montar tendas luxuosas onde quer que fosse serviram de combustível para conversas animadas no pragmático mundo da diplomacia internacional. Nos últimos anos, Kadafi chegou a estabelecer relações para lá de cordiais com primeiros-ministros ou presidentes defensores da democracia, como o britânico Tony Blair ou mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última semana, no entanto, as imagens de corpos humanos destroçados por armas de grosso calibre, os relatos de ataques aéreos contra manifestantes desarmados e o desespero de milhares de estrangeiros em fugir do caos que tomou conta da Líbia fizeram o mundo recordar, sobressaltado, que Kadafi não passa de um ditador sanguinário, considerado um louco psicopata até mesmo por seus pares. Nesses últimos dias, ele não mediu esforços para tentar sobreviver à contaminação da onda libertária que vem tomando conta do norte da África e do Oriente Médio. Estima-se que até sexta-feira seus mercenários e soldados ainda leais ao seu comando tenham matado ao menos duas mil pessoas. Como um vírus que se espalha pelo ar, o desejo de melhor qualidade de vida, de libertar-se de regimes opressivos e cruéis e, pelo menos um pouco mais de democracia está transformando a região de forma absolutamente inédita. Depois da Tunísia e do Egito, restam poucas dúvidas de que a Líbia será o próximo país a sucumbir a essa saudável epidemia. A queda de Kadafi, o ditador mais longevo e cruel da região, será emblemática e reforçará ainda mais uma certeza que parece dominar o mundo árabe: a de que não há antídoto contra os desejos de um povo cansado da opressão e da pobreza. As consequências dessa contaminação em massa são absolutamente imprevisíveis. Estados Unidos e Europa estão agora debruçados na análise das consequências geopolíticas e econômicas dessas revoltas no mundo árabe. Afinal, o fornecimento de petróleo e gás tem sido garantido ao longo dos anos por relações clientelistas que incentivaram a manutenção de ditaduras. Agora, ninguém sabe como serão as novas relações com o Ocidente, se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manterá sua formação e política de cartel ou mesmo se teocracias ao estilo iraniano vão ocupar o vácuo de poder criado com a queda dos ditadores. Na quinta-feira 24, os opositores de Kadafi, por exemplo, tomaram importantes terminais petrolíferos situados a leste da capital Trípoli e o governo anunciou a paralisação de parte da produção, o que levou o valor do barril a tocar a barreira dos US$ 120. Na sexta-feira 25 mais da metade da produção de petróleo e gás líbio já havia sido paralisada. “As primeiras consequências já podem ser sentidas. O preço da energia está subindo, o que terá impacto adicional nos custos de transportes e, consequentemente no preço das commodities”, disse à ISTOÉ o economista tunisiano Saïd Kechida. Outra preocupação é com o êxodo de migrantes desses países para a União Europeia. Estima-se em 500 mil o total de pessoas que poderiam bater à porta dos europeus, num momento em que a recessão e medidas antipopulares alimentam protestos como os vistos em Atenas há poucos dias. A única certeza por enquanto é de que a Líbia não será o último país a ser contaminado de forma avassaladora por essa epidemia de liberdade. Argélia e Iêmen caminham para uma situação-limite como a vista no país de Kadafi. No Bahrein – onde a primeira corrida da temporada de Fórmula 1 já foi cancelada –, após a repressão violenta de protestos pacíficos, o rei Hamad bin Isa recuou e tenta negociar com a oposição, mas poucos acreditam que as pressões para sua queda irão arrefecer nos próximos dias. O vírus libertário já começa a mostrar seus primeiros sintomas também no Marrocos, na Mauritânia e acredita-se que ele possa tomar conta até mesmo do Irã. Na tentativa de se vacinar, o governo da Arábia Saudita anunciou um pacote de US$ 35 bilhões em investimentos sociais, liberação de financiamento para a compra da casa própria sem juros e aumento de 15% a todos os funcionários públicos. “Os árabes perceberam que podiam sair às ruas. A revolta da Tunísia mostrou que era possível derrubar o regime e o Egito confirmou essa tese. A queda de Kadafi é questão de dias e será emblemática para que outros sigam esse caminho”, diz à ISTOÉ o cientista político iraniano Meir Javedanfar. Mais do que a língua, a religião ou o fato de estarem flutuando sobre as maiores reservas de petróleo do mundo, o que vem unindo os povos árabes neste início de 2011 é a busca por melhores condições de vida. Democracia nunca foi um valor exatamente prezado nessa região do mundo e na história recente não há o mais remoto registro de governos pautados pela liberdade de expressão, seja ela de ordem pessoal, seja de ordem política. O catalisador das revoltas foi muito mais a dissonância entre uma situação econômica decadente e a ostentação exacerbada de pequenas elites políticas ligadas aos ditadores. Soma-se a isso a corrupção endêmica que assola esses países aliada a uma repressão feroz e descomensurada a qualquer tipo de oposição. Confrontados com a escassez de trabalho em seus próprios países e a constante elevação dos preços dos alimentos, os árabes simplesmente foram às ruas pedir uma vida melhor. Tudo começou no dia 17 de dezembro, quando o vendedor de rua tunisiano Mohamed Bouazizi ateou fogo em si mesmo depois que a polícia confiscou as frutas e vegetais que vendia nas ruas de Túnis. A autoimolação de Bouazizi não teve, ao menos diretamente, nenhum estofo ideológico. Foi apenas um grito desesperado contra as dificuldades de se ter uma vida digna. Bouazizi tornou-se um mártir e símbolo do sofrimento dos milhões de dsempregados tunisianos. Rapidamente a revolta ganhou corpo, facilitada pelas novas tecnologias, reverberando pelas emissoras de tevê e angariando cada vez mais apoio entre outros grupos, como sindicatos e intelectuais. Da Tunísia, os gritos de liberdade se alastram com uma rapidez impressionante pelos outros países da região. Hoje, são famílias inteiras, com crianças a tiracolo, empunhando bandeiras e gritando slogans por melhores condições de trabalho e direitos sociais básicos. Foi assim no Egito e está sendo assim na Líbia. Movimento semelhante no último século só foi visto nas ex-repúblicas soviéticas na década de 1990. “As sociedades árabes estavam a ponto de explodir há anos. Que a faísca tenha saltado na Tunísia e o fogo tenha se espalhado pelo Egito foi uma coisa do acaso”, afirma Paul Salem, diretor do Centro Carnegie para o Oriente Médio, com sede em Beirute. As dificuldades econômicas, as injustiças sociais e a concentração de riqueza não são os únicos fatores para justificar um movimento tão sincronizado no mundo árabe. Ao contrário de outras regiões do mundo controladas por déspotas e vivendo na iniquidade extrema, o norte da África e o Oriente Médio atingiram um grau de desenvolvimento relativo após o início maciço da exploração do petróleo, a partir da segunda metade do século XX. Os bilhões de dólares que permitiram que Kadafi, por exemplo, tenha participação acionária em empresas como a Fiat e o jornal inglês “Financial Times” também foram usados para construir uma infra-estrutura aceitável, produzir uma classe média intelectualizada e uma pequena burguesia nascida do comércio e dos serviços com as potências ocidentais que dependem diretamente das reservas naturais desses países. Assim, por mais injusta que seja a distribuição de renda, não há miséria generalizada, como em algumas regiões da África Sub-saariana, onde ditadores sanguinários como Robert Mugabe, no Zimbábue, continuam a governar seus países como se esses fossem suas propriedades particulares. Ainda é incerto se o movimento pode se espalhar para outras regiões do mundo com regimes semelhantes, como a China, a Coreia do Norte ou Cuba. Mas o certo é que os governantes desses países estão atentos a qualquer indício de revolta. Parte 2: http://www.istoe.com.br/reportagens/126165_A+EPIDEMIA+DA+LIBERDADE+PARTE+2
REVOLTA
Em Sanaa, a capital do Iêmen, populares protestam contra
o governo e exigem a saída do presidente Abdullah Saleh
COVARDIA
A artilharia pesada deixa um rastro de destruição na Líbia,
onde militares desertores doaram seus uniformes para a população
FORA
Revoltados com o ataque a civis,
líbios exigem a saída de Muamar Kadafi
APOIO
Contrários ao ataque a civis, militares se
unem à população contra Kadafi
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Notícia da Semana Atualidades
Testemunhas de protestos falam em 'massacre' na Líbia
BBC Brasil
"Manifestantes fogem de disparos em Benghazi"
Forças de segurança teriam disparado contra os manifestantes
Novos episódios de violência contra manifestantes anti-governo em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, foram registrados neste domingo.
Testemunhas locais disseram que a cidade é palco de um 'massacre' promovido pelas forças de segurança.
Segundo médicos de hospitais locais, mais de 200 pessoas teriam morrido e ao menos 900 ficaram feridos nos últimos dias.
A ONG internacional Human Rights Watch, que vem fazendo uma contabilização das vítimas dos protestos na Líbia, afirmou ter confirmado ao menos 173 mortes desde o início dos protestos, na quarta-feira.
Mas a própria organização reconheceu que a estimativa é conservadora e que o número total de mortos pode ser bem maior.
A restrição à presença de jornalistas estrangeiros e o bloqueio aos serviços de internet nos últimos dias torna difícil a confirmação independente dos números de vítimas.
Funerais
Novas mortes teriam ocorrido neste domingo, quando as pessoas que participavam de funerais de pessoas mortas na véspera teriam sido alvejados por tiros de metralhadoras e outros armamentos pesados.
Uma médica de Benghazi, identificada como Braikah, descreveu a situação na cidade como 'um massacre' e descreveu à BBC como as vítimas foram levadas ao hospital Jala, onde ela trabalha.
'A maioria das vítimas tinha ferimentos a bala - 90% na cabeça, no pescoço e no peito, principalmente no coração', disse.
Segundo ela, o necrotério do hospital Jala tinha 208 corpos neste domingo, e outro hospital tinha outros 12. Porém não está claro quantos desses corpos são de vítimas da repressão aos protestos populares.
Benghazi tem concentrado os protestos contra o regime do coronel Muammar Khadafi, no poder há quase 42 anos.
Protestos concentrados
A Líbia é um dos vários países árabes ou muçulmanos a enfrentar protestos pró-democracia desde os levantes populares que levaram à queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro.
Desde então, os protestos populares também forçaram a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, no dia 11 de fevereiro.
Segundo o correspondente da BBC para o Oriente Médio Jon Leyne, os atuais protestos na Líbia são os maiores até hoje contra Khadafi.
Apesar disso, eles parecem até agora estar concentrados na região leste do país, onde a popularidade do líder líbio é tradicionalmente mais baixa.
Até agora não foram registradas grandes manifestações contra o governo na capital do país, Trípoli.
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Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=27740871
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Artigo de Noam Chomsky
Declina a influência do Ocidente
Noam Chomsky – La Jornada
O telegrama de Godec apoia estes juízos, ao menos se não olhamos mais longe. Se fazemos isso, como reporta o analista político Stephen Zunes em Foreign Policy in Focus, descobrimos que, com a informação de Godec em mãos, Washington proporcionou 12 milhões de dólares em ajuda militar a Tunísia. Na verdade, a Tunísia foi um dos cinco únicos beneficiários estrangeiros: Israel (de rotina), Egito, Jordânia – ditaduras do Oriente Médio – e Colômbia, que há muito tempo tem a pior história de direitos humanos e recebe a maior ajuda militar estadunidense no hemisfério.
A prova A de Heilbrunn é o apoio árabe às políticas estadunidenses dirigidas contra o Irã, conforme mostram os telegramas divulgados. Rachman também se serve deste exemplo, como fizeram os meios de comunicação em geral, para elogiar estas alentadoras revelações. As reações ilustram o quão profundo é o desprezo pela democracia entre certas mentes cultivadas.
O que não se menciona é o que pensa a população...o que se descobre com facilidade. Segundo pesquisas divulgadas em agosto de 2010 pela instituição Brookings, alguns árabes estão de acordo com Washington e com os comentaristas ocidentais no sentido de que o Irã é uma ameaça: 10 por cento. Em contraste, consideram que Estados Unidos e Israel são as maiores ameaças (77 e 88%, respectivamente).
A opinião árabe é tão hostil às políticas de Washington que uma maioria (57%) pensa que a segurança regional melhoraria se o Irã tivesse armas nucleares. Ainda assim, não ocorre nada, tudo está sob controle (como Marwan Muasher descreve a fantasia dominante). Os ditadores nos apoiam: podemos esquecer-nos de seus súditos...a menos que rompam suas cadeias, o que exigiria ajustar a política.
Outras revelações também parecem apoiar os juízos entusiastas sobre a nobreza de Washington. Em julho de 2009, Hugo Llores, embaixador dos EUA em Honduras, informou Washington sobre uma investigação da embaixada relativa a “aspectos legais e constitucionais em torno da remoção forçada do presidente Manuel Mel Zelaya, em 28 de junho”. A embaixada concluiu que não há dúvida de que os militares, a Suprema Corte e o Congresso Nacional conspiraram em 28 de junho, no que representou um golpe ilegal e anticonstitucional contra o poder Executivo.
Uma vez mais, as revelações devem criar um sentimento tranquilizador de que os funcionários não estão dormindo no posto (nas palavras de Heilbrun), enquanto Washington marcha inexoravelmente para o desastre.
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17367
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