quinta-feira, 1 de março de 2012

Temporal em Blumenau Provoca Estragos

Um temporal na cidade de Blumeneu-SC provocou estragos em alguns bairros, além da queda de energia deixando o trânsito lento e engarrafado.  A Universidade Regional de Blumenau - FURB suspendeu as aulas na noite de hoje devido o temporal e falta de energia no campus I.
A Celesc ainda não tem previsão para o restabelecimento do fornecimento da energia elétrica. Veja abaixo algumas imagens:








domingo, 26 de fevereiro de 2012

Notícia da semana Atualidades (Base brasileira na Antártica)



Antártica: avião que vai resgatar brasileiros está no Chile


Incêndio na Estação Comandante Ferraz, na Antártica
Estação Comandante Ferraz pegou fogo na madrugada de sábado. Ministério da Defesa confirmou mortes de dois militares; um terceiro ficou ferido

O Ministério da Defesa confirmou no sábado a morte de dois militares no incêndio, que ocorreu por volta de 2 horas da madrugada na Praça de Máquinas, local onde ficam os geradores de energia. São eles o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos. Os corpos foram encontrados na tarde de sábado. Um Inquérito Policial Militar foi aberto para apurar as causas do incêndio.

Estão em Punta Arenas trinta pesquisadores, um alpinista, um representante do Ministério do Meio Ambiente e doze funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, além do militar ferido. Lá, foram recebidos por militares brasileiros.
"Num ato de heroísmo, eles estiveram justamente no local de maior risco, na tentativa de debelar o incêndio e não conseguiram", declarou a Agência Brasil o ministro da Defesa, Celso Amorim. "Todos os pesquisadores e funcionários civis foram resgatados e já se encontram no Chile".
Segundo o ministro, praticamente toda a estação foi destruída pelas chamas. "Todo o núcleo central da base, que é onde estão concentradas essas instalações, foi perdido", disse. "O grau exato do que aconteceu ainda precisa ser objeto de perícia, mas a avaliação é de que realmente perdeu-se praticamente tudo". Amorim afirmou que ainda não é possível saber quando a estação voltará a operar, mas que o planejamento para que isso ocorra o mais rápido possível terá início já na próxima semana.
Programa continua – Apesar das perdas, o ministro garantiu que o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) não será encerrado. "Esse é um projeto de trinta anos de empenho da sociedade brasileira, que tem todo o apoio do governo e do Congresso brasileiro", declarou. "O programa antártico é um motivo de orgulho para nós, de modo que vamos continuar".
Segundo informações da Marinha do Brasil, os familiares dos oficiais tinham sido informados do desaparecimento e estariam recebendo todo o apoio das Forças Armadas. A Marinha também declarou que está acompanhando os familiares do primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, que se feriu no acidente e está internado.
A nova base brasileira na Antártica terá uma arquitetura nova, mais "completa e orgânica", afirmou neste domingo o ministro da Defesa, Celso Amorim. Segundo ele, o planejamento para a nova base começa nesta segunda-feira.
"A nossa ideia é imediatamente, já, chamar arquitetos para fazer desenhos, inclusive um desenho mais novo. Não estou dizendo que é por isso que aconteceu o incêndio, mas, obviamente, a base começou há 30 anos, então, ali ela foi agregando um pedaço ou outro. Agora já podemos pensar numa coisa para o futuro, digamos, de maneira mais completa, mais orgânica”, disse Amorim.
Amorim ressaltou que ainda não é possível avaliar os danos na estação incendiada, nem precisar quando a nova base estará pronta.
Tempo ruim – As condições meteorológicas na região da estação neste sábado eram muito ruins, afirmou a Marinha, em nota. Com isso, o chefe da Comandante Ferraz e os integrantes do chamado ‘grupo-base’ – conjunto de militares responsáveis pela manutenção das instalações – foram transferidos para a base chilena Eduardo Frei, a trinta quilômetros da estação brasileira.
Assim que as condições climáticas melhorarem, a Marinha pretende enviar ao local uma equipe do grupo-base, liderada pelo chefe da estação. Eles ajudarão no trabalho de perícia e no resgate dos dois corpos. Os militares contarão com o apoio do navio “Lautaro”, da Armada do Chile. Uma embarcação da Marinha brasileira também foi designada para a tarefa.
Governo brasileiro – O ministro da Defesa, Celso Amorim, já havia divulgado uma nota no começo da tarde deste sábado em que se dizia consternado com a informação do acidente na estação. Ele informou ter recebido a notícia logo no início da manhã e, em seguida, comunicou o fato à presidente Dilma Rousseff. Na sequência, entrou em contato com os ministros de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para tratar do assunto.
Amorim disse que recebeu da Marinha um relato de todas as providências tomadas para contenção do incêndio na base e auxílio imediato a todos que se encontravam no local. O ministro acrescentou que vem acompanhando de perto os desdobramentos do acidente e as ações de apoio aos brasileiros e suas famílias.
O titular da Defesa relatou também a conversa que teve com seu colega chileno, o ministro Andrés Allamand, na qual agradeceu todo o apoio prestado pelo país vizinho no socorro e traslado das vítimas. O embaixador brasileiro em Santiago, Frederico Araújo, acompanhado de diplomatas e adidos militares, foi enviado a Punta Arena para prestar apoio aos brasileiros no local.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Notícia da Semana Atualidades ( Caso Eloá)


Espetáculo de uma tragédia

A condenação de Lindemberg Alves Fernandes põe fim ao show que foi o caso Eloá, do começo até o final

Flávio Costa
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PRESA 
Eloá foi mantida em cárcere privado por cinco dias
"Cem anos de prisão para esse assassino!”, “Bruxa, você tem ir para cadeia com ele!", “Justiça, Justiça!”, “Mãe, você vai vencer!”. O caso Eloá terminou como começou, como um espetáculo sob os holofotes. O julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, condenado a 98 anos e 10 meses de prisão por matar a ex-namorada de 15 anos depois de mantê-la em cárcere privado por cinco dias em outubro de 2008 (o mais longo de São Paulo), provocou comoção pública e mobilizou um batalhão superior a cem jornalistas e câmeras que se espremeram em frente ao Fórum de Santo André. Durante quatro dias, o julgamento alimentou o noticiário constante na tevê e na internet. Em torno deste cinturão midiático, dezenas de pessoas empunhavam cartazes com dizeres a favor da condenação, disputavam avidamente uma senha – não mais que 50 – para acompanhar o júri, xingavam, aplaudiam, urravam, ou esperavam impacientemente por alguma informação nova a respeito do destino do acusado. 

O show prosseguiu dentro do tribunal, com atuações dramáticas da acusação e da defesa. E ninguém desempenhou melhor seu papel no espetáculo do júri do que a advogada Ana Lúcia Assad, defensora de Lindemberg desde do início do caso. Por vezes estridente, outras agressiva, ela protagonizou diálogos ásperos com as testemunhas, com a promotora Daniela Hashimoto, e até com a juíza Milena Dias, além de ameaçar abandonar o plenário algumas vezes. No segundo dia de julgamento, durante o depoimento da perita Dairse Aparecida Lopes, ela chegou a dizer que magistrada “deveria voltar a estudar”. Eleita vilã do momento pelo público, a advogada chegou a pedir um colete à prova de balas e apoio à diretoria da OAB de Santo André por temer por sua segurança e da equipe formada por duas assistentes. “Não sou ré, estou apenas garantindo o direito constitucional de defesa do meu cliente”, disse ela. O clima pesou a ponto de a promotora pedir que a imprensa e o público respeitassem o trabalho da advogada.
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NO TRIBUNAL 
Lindemberg durante o julgamento: comoção do
público e cobertura intensa da imprensa
A tese da defesa não obteve êxito junto aos jurados – seis homens e uma mulher. Ela pediu condenação de Lindemberg por homicídio culposo (sem intenção de matar) com a colaboração da imprensa e da policia militar. Na época, a mídia montou acampamento diante do prédio onde ocorreu o cárcere e acompanhou por cinco dias, como em uma novela, o desenrolar do caso e as negociações entre polícia e seqüestrador. Tanto que apresentadores de televisão e jornalistas o entrevistaram, por telefone, enquanto ele mantinha Eloá e a amiga, Nayara Rodrigues, como reféns. Isso teria atrapalhado as negociações da PM, que “cometeu uma ação desastrada ao invadir o apartamento”, segundo a defesa. Em seu depoimento, o primeiro sobre o caso, Lindemberg disse que não premeditou o crime e que atirou somente após a equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da PM paulista invadir o apartamento. “Infelizmente... ela fez um movimento de se levantar no sofá e eu atirei nela. Foi um ato impulsionado (sic)”.
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"Não sou ré, estou apenas garantindo o direito
constitucional de defesa do meu cliente"

Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg,
que foi hostilizada pelo público
Venceram os argumentos da acusação: de que crime foi premeditado, praticado com requintes de crueldade, e de que réu sempre teve intenção de matar a ex-namorada. “Ela era apenas um objeto nas mãos de Lindemberg. Ele tinha ódio dela”, afirmou a promotora. Ao fim, o réu foi condenado por 12 crimes, incluindo o homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (contra Eloá), duas tentativas de homicídio (contra Nayara e o sargento Atos Antonio Valeriano, o primeiro negociador), cárcere privado e disparos de arma de fogo. É difícil saber o quanto o clamor popular influenciou os jurados. “A pressão pode induzir ao pré-julgamento, é algo inevitável”, diz Paulo Freitas Ribeiro, advogado criminalista e professor de processo penal da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, lembrando que os julgamentos tentam neutralizar esse tipo de situação para que prevaleça a opinião formada a partir dos dados apresentados durante o processo.” Antes de receber a sentença, Lindemberg pediu perdão à família de Eloá. “Sei que estou em dívida com ela”, disse. Detido desde o início no presídio de Tremembé (SP), é lá que ele irá pagá-la. 
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Notícia da Semana Atualidades


A tensão volta às Malvinas

Movimentação de navio de guerra e chegada do príncipe William revoltam argentinos e reacendem ameaça de conflito

Luciani Gomes
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FOGO 
Manifestantes queimam bandeira da Inglaterra: para a presidente
Cristina Kirchner, “ato de provocação” merece repúdio da ONU
Acostumado a ser tratado com reverência, o príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, se tornou uma espécie de pária na Argentina. Sua chegada às Ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses), como piloto de helicóptero da Força Aérea Real, e o envio à região de um navio de guerra desencadearam uma onda de indignação no país, a começar pela própria presidente Cristina Kirchner, que afirmou se tratar de “atos de provocação”. Em tese, William, filho de Lady Di e neto da rainha Elizabeth II, estaria em inocente missão de treinamento – ideia refutada pelos argentinos. Na semana passada, centenas deles foram protestar diante da Casa Rosada, a sede do governo em Buenos Aires, e alguns mais exaltados queimaram bandeiras da Inglaterra. Em discurso que mereceu aplausos de outros políticos, Cristina disse que vai denunciar o Reino Unido ao Conselho de Segurança e à Assembleia-Geral da ONU, pelo que chamou de “militarização do Atlântico Sul”. O caso preocupa por trazer à memória a guerra vencida pelos ingleses em 1982, que deixou um saldo de quase mil soldados mortos. 

Por ora, Cristina conseguiu um importante apoio de seus vizinhos. Durante a 11a Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba), realizada há uma semana, vários países da América do Sul declararam apoio à presidente e, em conjunto, adotaram uma medida hostil. Navios militares com bandeiras das Malvinas não serão recebidos em diversos portos do continente, entre os quais os brasileiros. “É o que se pode fazer”, diz Carlos Vidigal, professor de história da Universidade de Brasília. “Mais do que isso, configuraria um posicionamento belicoso em relação ao Reino Unido.” Vale lembrar que a posição oficial do Brasil diante da questão é a mesma desde 1982. O governo brasileiro defende a soberania da Argentina nas Malvinas, mas propõe uma solução pacífica para o problema.
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REALEZA 
Príncipe William (à esq.) analisa mapas nas Malvinas:
petróleo estaria por trás do renovado interesse inglês na região
Por que esse pequeno arquipélago de 12 mil metros quadrados ao sul do território argentino é tão disputado? “Até pouco tempo atrás, os ingleses ficavam pescando e administrando as ilhas”, diz o argentino Héctor Luiz Saint-Pierre, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Agora, a possibilidade de existência de petróleo está tornando as Malvinas alvo de interesses econômicos.” De 1982 até 1990, Argentina e Reino Unido não mantiveram relações diplomáticas. Os laços só foram restabelecidos durante o governo argentino de Carlos Menem (1989-1999), que propôs um apaziguamento. “Uma vez que os dois países concordassem em não discutir soberania, iriam tentar aproximações em outros assuntos”, diz Maurício Santoro, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas. Os moradores das Malvinas não querem que a administração seja passada para a Argentina e é isso que dá respaldo ao Reino Unido em refutar negociações. “Os habitantes das Falklands são britânicos por escolha”, diz Santoro. “É mais interessante para eles permanecer como está.”
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Notícia da Semana Atualidades

Secretaria autoriza entrada de comida para crianças que permanecem na AL da Bahia


Policiais militares em greve ocupam o prédio; Força Nacional cerca o local

Agência Brasil
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A Secretaria de Segurança Pública da Bahia autorizou nesta terça-feira (7) a entrada de alimentos e material de higiene para quatro crianças que ainda estão dentro do prédio da Assembleia Legislativa do estado. No local, policiais militares em greve aguardam resultados das negociações com o governo.
De acordo com o chefe da Comunicação Social da 6ª Região Militar, tenente-coronel Márcio Cunha, a entrada de comida foi solicitada pela equipe de negociação da secretaria que está dentro do prédio. "Havia quatro crianças com fome e a secretaria autorizou a entrada de alimentos para essas crianças e material de higiene", destacou.
A saída de crianças do prédio começou na noite de segunda-feira. Até a madrugada, oito crianças haviam deixado o prédio, sendo uma de colo, acompanhada de cinco adultos.
Em meio ao cerco montado em volta da Assembleia Legislativa, uma cena inusitada. Parentes dos policiais militares grevistas fizeram uma homenagem ao comandante das forças de segurança da Bahia, general Gonçalves Dias, que faz aniversário nesta terça-feira (7).
Acampados em frente ao prédio, os parentes cantaram os parabéns para o general. O deputado baiano Sargento Isidoro, que é pastor, fez uma oração. O general se aproximou da grade que separa a tropa de 800 homens do Exército das famílias acampadas e agradeceu a homenagem.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Notícia da Semana Atualidades

Polícia acha arsenal enterrado na Rocinha

Denúncia feita por moradores levou as autoridades ao esconderijo

AE
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Denúncias de moradores da Rocinha mostram que a quadrilha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, enterrou um arsenal em pontos da comunidade da zona sul carioca antes de fugir. Ontem foram localizados 26 fuzis, 12 pistolas, 2 lança-rojões e outras armas enterradas em dois pontos da favela. Em outro local foi encontrado laboratório de refino de drogas. Ao longo dos dois dias de ocupação, as apreensões somam 41 fuzis, 32 pistolas, 2 bazucas com granadas, 1 submetralhadora, 1 carabina e 1 escopeta, além de 120 quilos de maconha e mais de 160 quilos de cocaína.

A primeira apreensão ocorreu em uma localidade chamada Dioneia, na parte alta da Rocinha. Com base em informações de moradores, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) começaram a cavar às 8h e, até as 17h, localizaram 22 fuzis, 1 carabina, 7 pistolas, 2 lança-rojões, 2 granadas e 25 quilos de cocaína. A escavação foi interrompida ao anoitecer, mas será retomada hoje, porque a área a ser pesquisada é extensa.

Por volta das 20h, sob uma laje de concreto de cerca de um metro de profundidade, policiais civis da 39.ª DP (Pavuna), auxiliados por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), encontraram 4 fuzis, 5 pistolas, 14 granadas, cerca de mil munições, placas de cerâmica para coletes à prova de balas, 42 carregadores, 10 radiotransmissores e cocaína em quantidade não auferida até o fechamento desta edição, às 21h30. Para chegar ao material, policiais precisaram de uma britadeira, cedida pela Prefeitura do Rio.

Também com base em informações prestadas por moradores, PMs do Bope encontraram um laboratório de refino de cocaína na Rocinha. Foram apreendidos 90 litros de ácido sulfúrico, 50 litros de éter e 30 quilos de pó branco não identificado.

domingo, 30 de outubro de 2011

Notícia da Semana Atualidades

Terremoto na Turquia completa uma semana com pelo menos 601 mortos


Governo turco encerrou buscas por sobreviventes no sábado (30).
O tremor destruiu milhares de casas na província de Van, próxima do Irã.

 O terremoto que afetou a província de Van (leste da Turquia) no dia 23 completou uma semana neste domingo (23) com pelo menos 601 mortos, segundo a última atualização da unidade de emergência do governo. A contagem anterior dava conta de 596 vítimas fatais.
Pelo menos 4.150 pessoas sofreram ferimentos no sismo de magnitude 7,2.
O tremor destruiu milhares de casas na província de Van, que fica próxima da fronteira com o Irã.
Turkan Ormanoglu, de 57 anos, mostra a foto do filho Tahir Ormanoglu, de 27, que ainda não foi encontrado em Ercis. (Foto: Burhan Ozbilici/AP)Turkan Ormanoglu, de 57 anos, mostra a foto do
filho desaparecido (Foto: Burhan Ozbilici/AP)
Apenas na cidade de Van, a capital regional, mais de 5.000 edifícios desabaram, levantando uma nova polêmica sobre a falta de respeito às normas de prevenção aos tremores e a honestidade dos construtores.
No total, 231 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros, anunciou o vice-premier Besir Atalay.
Na sexta-feira (28), um menino de 12 anos foi resgatado depois de passar 108 horas sob os escombros de um prédio. Familiares de pessoas desaparecidas ainda esperam encontrar seus parentes. É o caso de Turkan Ormanoglu, que mora em Ercis e é mãe de Tahir Ormanoglu, um jovem de 27 anos que ainda não foi encontrado.
O governo turco, porém, anunciou que encerrou, no sábado (29), as buscas por sobreviventes.

domingo, 23 de outubro de 2011

Notícia da Semana Atualidades


Governo interino declara libertação oficial da Líbia

Cerimônia aconteceu em Benghazi, berço da revolta contra o regime de Muamar Kadafi


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,governo-interino-declara-libertacao-oficial-da-libia,789375,0.htm


O novo governo da Líbia declarou neste domingo, 23, a libertação formal do país, depois que o regime de 42 anos do ex-líder Muamar Kadafi chegou ao fim, com sua morte na última quinta, há três dias. A cerimônia aconteceu em Benghazi, berço da revolta contra o antigo regime, diante de milhares de pessoas.
"Declaramos a todo o mundo que libertamos nosso amado país, com suas cidades, povoados, colinas, montanhas, desertos e céus", disse o funcionário do Conselho Nacional de Transição que abriu o evento. Combatentes que lutaram contra as forças de Kadafi em Sirte, local onde o ex-líder foi morto, foram recebidos na cidade como heróis.
Muamar Kadafi está morto
"É a primeira vez que nos sentimos totalmente independentes de verdade. Nos livramos de nosso ditador e estamos começando nossa vida democrática", disse o porta-voz do Conselho Nacional de Transição, Mustapha Goubrania.
Corpo. Os corpos de coronel Kadafi e seu filho Mutassim, também morto na quinta-feira, foram levados para um contêiner refrigerado em Misrata e exibidos à população, que formou longas filas do lado de fora. Segundo fontes médicas, uma autópsia realizada neste domingo concluiu que Kadafi morreu com um tiro na cabeça.
O corpo deve agora ser entregue a integrantes de sua tribo para ser enterrado, de acordo com Goubrania. A comunidade internacional continua pedindo uma investigação completa sobre as circunstâncias em que Kadafi foi morto. No sábado, o comandante das forças que capturaram o ditador assumiu a responsabilidade pela morte do ex-líder.
Em entrevista exclusiva à BBC, Omran el Oweib disse que o coronel foi arrastado para fora do cano de drenagem onde ele foi encontrado, deu cerca de dez passos e caiu no chão ao ser atacado por um grupo de combatentes furiosos. El Oweib afirmou que é impossível dizer quem deu o tiro fatal no ex-líder líbio.
Julgamento. O primeiro-ministro interino da Líbia, Mahmoud Jibril, disse à BBC que queria que o ex-líder Muamar Kadafi não tivesse sido morto. "Sinceramente, em um nível pessoal, eu gostaria que ele estivesse vivo. Eu quero saber por que ele fez isso com o povo líbio", disse ele, durante o programa HardTalk, se referindo aos 42 anos em que Kadafi passou no poder. "Eu queria ser o promotor em seu julgamento."
Jibril também afirmou ser a favor de de uma investigação completa sobre as circunstâncias da morte do coronel Kadafi, como defende a ONU. O Conselho Nacional de Transição anunciou que eleições serão realizadas até junho de 2012. Uma nova constituição será então redigida e votada em referendo. Um governo interino será formado até a realização de eleições presidenciais.
Comandante. Muamar Kadafi, que chegou ao poder após um golpe em 1969, foi derrubado em agosto, após meses de combates. Milhares de pessoas foram mortas ou feridas depois da violenta repressão aos protestos que começaram em fevereiro e acabaram se transformando em uma guerra civil.
Mesmo depois de ser expulso de Trípoli, Kadafi se recusou a se render ou a deixar o país, ordenando que seus seguidores continuassem lutando. No dia de sua morte, ele estava em Sirte, sua cidade natal e último baluarte do regime, junto com dois de seus filhos, Mutassim e Saif al-Islam, segundo relatos.
Ainda não há informações confirmadas sobre o paradeiro de Saif al-Islam, considerado possível sucessor de Khadafi, e do temido chefe de segurança do coronel. 

Como Montar uma Aula: Planejamento