quinta-feira, 11 de abril de 2013

Notícia da Semana Atualidades (Morte da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher)


Morre a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher 

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Veja a trajetória de Margaret Thatcher54 fotos

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15.dez.1984 - O político russo Mikhail Gorbachev se encontra com a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, em Londres, no Reino Unido AP
A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu, nesta segunda-feira (8), aos 87 anos. Segundo seu porta-voz, a "Dama de Ferro", como era conhecida, sofreu um derrame.
"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã", afirmou o lord Tim Bell.
Thatcher foi a primeira e até agora única mulher a ser premiê no Reino Unido. Ela liderou os conservadores a três vitórias eleitorais, governando de 1979 a 1990, o maior período contínuo no governo para um primeiro-ministro britânico desde o início do século 19.

REFORMAS ECONÔMICAS RADICAIS MARCARAM GOVERNO DE THATCHER

A política se retirou da vida pública em 2002, quando já apresentava lapsos de memória e sinais de demência. Nos últimos dez anos, Thatcher sofreu vários derrames e foi hospitalizada por diversas vezes.

Repercussão

"Com muita tristeza que fiquei sabendo da morte da Lady Thatcher. Nós perdemos uma grande líder, uma grande premiê e uma grande britânica", escreveu no Twitter.
"A verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou o nosso país. Ela salvou o nosso país", disse Cameron. "Ela morre como a maior primeira-ministra do Reino Unido em tempos de paz."
Cameron, que está na Espanha, cancelou uma viagem que faria à França e voltará ainda nesta segunda-feira (8) ao Reino Unido.
A rainha Elizabeth 2ª expressou seu pesar pela morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e enviará uma mensagem particular à família, informou hoje o Palácio de Buckingham.

CONHEÇA AS FRASES MAIS FAMOSAS DE THATCHER

"Na política, se você quer que algo seja falado, peça a um homem. Se quer que algo seja feito, peça a uma mulher" (1982)

"Gosto de estar no centro das coisas" (1984)
"A rainha está aflita por saber da morte da baronesa Thatcher e Vossa Majestade enviará uma mensagem particular de solidariedade à família", dizia um breve comunicado da residência oficial da Família Real britânica.
"Muito poucos líderes conseguiram mudar não só o panorama político de seu país, mas do mundo inteiro", afirmou Blair em um comunicado. Margaret Thatcher, que governou o Reino Unido de 1979 até 1990, era "uma verdadeira líder", acrescentou.
Blair disse que "algumas das mudanças" realizadas por Thatcher se mantiveram, "pelo menos em certos aspectos", quando ele se tornou primeiro-ministro, em 1997, e também foram imitadas por "governos de todo o mundo".
Além disso, Blair elogiou a personalidade de Thatcher: "como pessoa era amável e de espírito generoso e sempre se mostrou incrivelmente disposta a me ajudar como primeiro-ministro, apesar de sermos de pólos políticos opostos".
"Inclusive se não concordava com ela em certos aspectos, em algumas ocasiões fortemente em desacordo, não poderia deixar de respeitar sua personalidade e sua contribuição à nação britânica", disse Blair, que foi líder do Partido Trabalhista entre 1994 e 2007.
"Este é um dia maravilhoso, estou muito contente", declarou David Hopper, chefe regional do Sindicato dos Mineiros no nordeste da Inglaterra. "É o meu aniversário de 70 anos hoje, e este é um dos melhores dias da minha vida", comemorou ainda.
A Assembleia Legislativa das Ilhas Falklands, ou Malvinas, elogiou a "determinação" que Thatcher mostrou contra Argentina, e expressou a ela seu eterno agradecimento."Sempre será lembrada nas ilhas por sua determinação ao enviar uma força naval para libertar nossa casa depois da invasão da Argentina em 1982", declarou Mike Summer, em nome de todos os membros da Assembleia.
"Thatcher morreu impune, sem ser julgada, não vai ser lembrada como alguém que tenha contribuído para a paz", afirmou Mario Volpe, líder dos veteranos da guerra nas ilhas Malvinas entre Argentina e a Grã-Bretanha em 1982.
"Como partidária sem complexos de nossa aliança transatlântica, sabia que, com força e determinação, podíamos ganhar a Guerra Fria e estender a promessa de liberdade", afirmou Obama em um comunicado.
O ex-presidente americano George Bush pai elogiou a ex-primeira-dama, a quem chamou de "líder de caráter incomum e uma das mais ferozes defensoras da liberdade" no século 20. "Barbara e eu ficamos profundamente tristes ao nos inteiramos da morte da baronesa Thatcher, e estendemos nossas sentidas condolências a seus filhos e entes queridos", disse.
O também ex-presidente americano Bill Clinton manifestou sua tristeza e caracterizou Thatcher como uma "mulher de Estado emblemática e uma líder sem medo", além de grande aliada dos Estados Unidos. "O Reino Unido perdeu uma mulher de Estado emblemática e uma líder sem medo. Os Estados Unidos perdem uma de suas amigas mais queridas e aliadas mais apreciadas", afirmou Clinton.
Thatcher e o ex-presidente americano Ronald Reagan eram "almas gêmeas políticas", afirmou a viúva do ex-chefe de Estado americano, Nancy Reagan.

"Todos sabem que meu marido e Lady Thatcher mantiveram uma relação muito especial como líderes de seus respectivos países durante um dos períodos mais difíceis e cruciais da História moderna. Ronnie e Margaret eram almas gêmeas políticas, comprometidos com a liberdade e decididos a acabar com o comunismo".
A atriz americana Meryl Streep, vencedora do Oscar de melhor atriz por interpretar Margaret Thatcher no filme "A Dama de Ferro", em 2011, afirmou que a falecida ex-primeira-ministra britânica foi uma pioneira para as mulheres: "Margaret Thatcher foi uma pioneira, voluntária ou involuntariamente, para o papel das mulheres na política. É difícil imaginar uma parte da nossa história atual que não tenha sido afetada por medidas que ela implementou na Grã-Bretanha", afirmou a atriz.
"Soube com grande tristeza da morte de Margaret Thatcher. Primeira-ministra durante muitos anos, marcou o Reino Unido moderno como poucos o fizeram, antes ou depois dela. Foi uma líder extraordinária de nossa época", declarou Merkel citada em um comunicado.
"Margaret Thatcher era uma grande personalidade política e uma pessoa brilhante. Ela permanecerá na memória e na história", declarou, citado pela agência Interfax.
O ex-presidente polonês e histórico líder do sindicato Solidariedade, Lech Walesa, afirmou que Thatcher contribuiu para a queda do comunismo na Europa.
"Lástima. Era uma grande personalidade que fez muito pelo mundo, que contribuiu para a queda do comunismo na Polônia e na Europa do Leste, com (o presidente americano também morto) Ronald Reagan, o Papa João Paulo 2° e o sindicato Solidariedade", declarou Lech Walesa.
Os presidentes do Chile e da Colômbia, Sebastián Piñera e Juan Manuel Santos, respectivamente, lamentaram a morte de Thatcher.

Para o mandatário chileno, a morte de Thatcher representa uma perda enorme não somente para a Inglaterra, mas para todo o mundo. "Quero expressar meus pêsames e minha solidariedade com a família de Margaret Thatcher e com o povo inglês porque ela foi uma mulher que fez uma grande contribuição para a Inglaterra", assim como para a queda "do muro de Berlim, da Cortina de Ferro", destacou.

O presidente da Colômbia, por sua vez, disse lamentar a morte da Dama de Ferro, como era conhecida, pois ela era uma mulher "controversa, valente, com caráter e amiga" de seu país.
O papa Francisco expressou seu pesar pela morte de Thatcher, destacando seus valores cristãos e "a promoção da liberdade no concerto das nações".

A declaração foi repassada pelo cardeal secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, em um telegrama enviado ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e tornado público pela Santa Sé. O pontífice, disse Bertone, ressaltou os valores cristãos nos quais Thatcher "baseou seu compromisso com o serviço público e a promoção da liberdade no concerto das nações".

Funeral

Thatcher terá um funeral cerimonial na catedral de St. Paul, anunciou o governo, descartando um funeral de Estado.
"Downing Street pode anunciar que, com o consentimento da Rainha, Lady Thatcher receberá um funeral cerimonial com honras militares", declarou em um comunicado, sem informar uma data.

Biografia

Margaret Hilda Roberts nasceu numa família de pequenos comerciantes, em 13 de outubro de 1925, em Grantham, Lincolnshire, na Inglaterra. Boa parte de sua formação deu-se na pequena congregação metodista que sua família frequentava.

THATCHER FOI FIGURA POLÍTICA CENTRAL DO SÉCULO 20


Thatcher foi uma das mais influentes figuras públicas do século 20. Seu legado teve um efeito profundo nas políticas de seus sucessores, tanto conservadores como trabalhistas, enquanto seu estilo considerado radical e agressivo definiu seus 11 anos no comando do Reino Unido
Estudou em escola pública e ganhou uma bolsa para química na Universidade de Oxford. Foi eleita presidente da associação conservadora de Oxford, onde iniciou sua vida política.
Candidata pelo partido Conservador em Dartford, sobressaiu-se pela clareza de seus discursos e conquistou eleitores. Na cidade de Dartford conheceu também seu marido, Denis Thatcher, em 1951, um empresário da indústria do petróleo. Tiveram dois filhos gêmeos, Mark e Carol.
Nos anos 1950, Margaret Thatcher especializou-se em direito tributário. Em 1959 foi eleita para a Câmara dos Comuns. Dois anos depois, tornou-se secretária de Estado para Assuntos Sociais e, no início dos anos 1970, foi nomeada ministra da Educação, durante o mandato de Edward Heath.
Em 1975, substituiu Heath na direção do partido Conservador. Implementou um projeto de redução da intervenção do Estado na economia e cortou gastos sociais, seguindo um liberalismo estrito.
Em 1979, o partido Conservador ganhou as eleições por ampla margem de votos. Margaret Thatcher tornou-se a primeira mulher a dirigir uma democracia na Europa, sendo eleita primeira-ministra do Reino Unido.
Governou com pulso firme até 1990, ganhando o apelido de "Dama de Ferro", por suas posturas inflexíveis. Conseguiu bons indicadores econômicos, com o controle da inflação e a valorização da moeda. No entanto, não pôde evitar o aumento do desemprego.
Em 1982, Thatcher envolveu-se na Guerra das Malvinas, o que aumentou sua popularidade. Nesse ano foi reeleita por uma ampla margem de votos.
Novamente reeleita em 1987, porém com uma margem menor de vantagem, entrou em conflitos com seu próprio partido, renunciando em favor de John Major em 1990.
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Margaret Thatcher79 fotos

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Da esquerda para a direita, Ronald Reagan recebe Margaret Thatcher na Casa Branca, ao lado dos respectivos cônjuges, Nancy Reagan e Denis Thatcher Wikimedia Commons/White House Photo   Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/04/08/morre-a-ex-primeira-ministra-britanica-margaret-thatcher.htm


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Notícia da Semana Atualidades (Coréia do Norte)


A guerra de imagens da Coreia do Norte

O jovem e imprevisível ditador Kim Jong-un tenta intimidar os inimigos com vídeos toscos e fotos que lembram o realismo socialista dos anos trinta

Imagem divulgada pelo governo da Coreia do Norte, juntamente com um comunicado, informa que os soldados estão preparados para o combate contra a Coreia do Sul e Estados Unidos
Imagem divulgada pelo governo da Coreia do Norte, juntamente com um comunicado, informa que os soldados estão preparados para o combate contra a Coreia do Sul e Estados Unidos - KCNA/Reuters
Na tentativa de intimidar inimigos externos e demonstrar poder para o público interno, a Coreia do Norte parece ter se inspirado no realismo socialista dos anos 1930 - a arte "patrocinada" (ou antes imposta) pelo regime soviético, que invariavelmente mostrava trabalhadores e soldados construindo unidos a sociedade do futuro. A retórica belicista norte-coreana, inflada desde as novas sanções aprovadas pela ONU contra o país, em resposta a um teste nuclear realizado em fevereiro, vem acompanhada por várias dessas imagens "realistas".
As fotos divulgadas pela agência estatal norte-coreana e distribuídas pelas agências internacionais têm como temática constante as inspeções feitas pelo ditador Kim Jong-un a fabricas e quartéis, militares em treinamentos e equipamentos de guerra. Todas as imagens mostram o contrario do que pretendiam - ou seja, que o poderio da Coreia do Norte não é tão ameaçador quanto Pyongyang tenta fazer crer.
Um artigo publicado pelo jornal The Washington Post chamou a atenção para a foto de uma visita de Kim Jong-un a uma unidade do Exército que estaria desenvolvendo tecnologia militar. “É possível que este computador – colocado em uma caixa de metal gigante bem retrô – faça algo extraordinário. Mas preste atenção à cadeira de sala de jantar, ao teclado e ao mouse Logitech. Nada disso grita ‘tecnologia militar avançada’”, diz o texto (leia a íntegra, em inglês).
Além disso, algumas fotos não passam de montagens. Como a que mostra a chegada de embarcações e soldados em local não identificado do Norte. Um editor de fotografia da agência France-Presse disse ao jornal britânico The Telegraph que os barcos foram copiados e colados na imagem para dar a impressão de que são muitos. "Geralmente, um simples exame com nosso software descarta as fotos da (agência estatal) KCNA, mas eles estão ficando melhores com o Photoshop", disse Eric Baradat.
Internamente, destacou a agência Associated Press, os norte-coreanos têm acesso a uma imagem mais leve do ditador, que é retratado como um jovem líder enérgico, do povo, um homem de família – ao lado da sorridente mulher, Ri Sol Ju.
Vale lembrar que depois da morte de Kim Jong-il, anunciada em dezembro de 2011, rodaram o mundo imagens igualmente ensaiadas da população chorando, desconsolada, a perda do “amado líder”. A escola norte-coreana de propaganda tem longa tradição.
Vídeos – Além das fotos, a guerra propagandística do governo de Kim Jong-un usa vídeos para indicar o que poderia fazer contra adversários. Na última montagem, o Exército do Norte invade Seul com milhares de paraquedistas e toma milhares de americano como reféns no sul a península. Nos vídeos anteriores, a ofensiva foi contra a Casa Branca, o Capitólio de Washington, ambos destruídos por mísseis, e Nova York, que aparece em chamas.
Se depender dos efeitos especiais dos vídeos, o vizinho do Sul e os Estados Unidos não têm com o quê se preocupar. A guerra de palavras reforça as versões alucinadas da realidade, ao mirar alvos estratégicos nos EUA que a Coreia do Norte esta longe de poder alcançar. 
Como sempre, ao longo das últimas décadas, os rugidos de rato de Pyongyang têm o objetivo de arrancar da comunidade internacional os recursos básicos - a começar por alimentos - de que o regime precisa para se sustentar. O realismo socialista das fotos e vídeos da Coreia do Norte é tao somente um motivo de piadas. O motivo de preocupação se encontra, infelizmente, no eventual irrealismo socialista de Kim Jong-un e seus generais, que podem, sim, causar danos reais à Coreia do Sul e talvez ao Japão - sem falar no dano profundo que continuam a causar à sua própria população.

Cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte

1 de 11

Década de 1970

Réplica de mísseis norte-coreanos Scud-B
Com a assistência técnica da China, a Coreia do Norte começa a trabalhar no desenvolvimento de mísseis balísticos de curto alcance, baseados na tecnologia do míssil soviético Scud, que, por sua vez, é derivado de um foguete alemão V2, usado na Segunda Guerra Mundial.

sábado, 30 de março de 2013

Notícia da Semana Atualidades (50 anos do primeiro disco dos Beatles)


Música

Lançado há 50 anos, primeiro disco dos Beatles ajudou a salvar o rock

'Please Please Me', primeiro álbum do quarteto de Liverpool, virou cinquentão na última sexta-feira. E, embora ingênuo, foi de suma importância para a música

Carol Nogueira e Meire Kusumoto
Capa do disco Please Please Me
Capa do disco Please Please Me (Divulgação)
Nesta sexta-feira, o álbum Please Please Me, estreia dos Beatles em disco, completou 50 anos. Longe de ser a obra-prima do grupo inglês, algo que só seria atingido quatro anos depois, comSgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o trabalho foi importante na época, pois deu gás ao rock and roll, estilo que até então se acreditava ser apenas uma modinha, como tantas outras surgidas nos anos 40 e 50. E, claro, deu origem àquela que, ainda hoje, é tida como uma das grandes bandas de todos os tempos.

Não foi fácil convencer uma gravadora a apostar no som do quarteto, formado no fim da década de 50 em Liverpool por John Lennon. Na época, acreditava-se que o mercado estava saturado de estrelas do rock, como Elvis Presley. Mas não era o pensamento do empresário do grupo, Brian Epstein, que os convenceu a contratá-lo após ver um show da banda no hoje famoso Cavern Club, na cidade-natal dos garotos. Empenhado em fazê-los bem-sucedidos, Epstein conseguiu um contrato com a gravadora Parlophone – antes, o grupo chegou a ser rejeitado pela Decca, que alegou que o rock “estava com os dias contados”.

Até chegarem ao lançamento de Please Please Me, a banda gastou tanto suor em shows que a gravação do disco foi o mais fácil. Afinal, traz o mesmo repertório que eles tocavam há meses em shows em Liverpool e em Hamburgo, na Alemanha, onde fizeram residência de dois anos. Repertório este que trazia canções bobinhas tocadas por várias bandas na época, como Twist and Shout, composta por Phil Medley e Bert Russell. Além das covers que a banda fazia em shows, o disco traz oito composições Lennon/Mccartney, parceria que é hoje a mais famosa da história da música pop.
Estouro – O produtor contratado pela gravadora, George Martin, sabia que isso seria suficiente para gerar interesse nos garotos, e o primeiro álbum do grupo foi completado em 9 horas e 45 minutos, em três sessões, em um único dia. Além de ter pressa em lançar o disco e lucrar com a banda, a gravadora também temia o alto preço cobrado pelo estúdio – mais tarde, Martin disse em entrevistas que as três sessões custaram o que hoje equivale a 10.000 libras (cerca de 30.000 reais).
O sucesso não foi instantâneo. O primeiro single, Love Me Do, lançado pela banda em outubro de 1962, não foi para o topo das paradas britânicas, mas o segundo single, Please Please Me, que saiu em janeiro de 1963, foi um estouro, assim como o terceiro, From Me To You, que veio três meses depois. She Loves You, o quarto single, lançado em agosto, foi o mais emblemático, pois sinalizou que a banda estava vivendo algo inédito ao atingir a marca de vendas mais rápidas do que qualquer outra gravação feita no Reino Unido – algo que seria confirmado alguns meses depois, quando a polícia começaria a usar jatos de água para dispersar as fãs completamente histéricas do grupo, tão enlouquecidas que pareciam maníacas, daí, Beatlemania.

Era apenas o começo de uma história de sucessos que ficariam em primeiro lugar nas listas por semanas consecutivas – algo que ocorre até hoje com a banda, basta lembrar do sucesso que fez o disco Beatles #1, lançado em 2000, que ficou nas listas de mais vendidos de praticamente todos os países do mundo na época. Quando Please Please Me chegou ao topo das paradas, ficou lá por 30 semanas, e sabe qual disco o tirou da posição? With the Beatles, segundo álbum do grupo, lançado em novembro de 1963.

Os besouros - Em 1956, então com 15 anos, Lennon, que havia aprendido a arranhar o banjo com a mãe, Julia, juntou alguns amigos da escola em que estudava na época, a Quarry Bank High School, para formar a banda The Quarrymen. Mas o nome não durou muito e o grupo logo começou a explorar alternativas. Em inglês, “beetle” (assim mesmo, com dois “e”) é besouro, referência que os garotos escolheram para homenagear a banda de Buddy Holly, um dos pioneiros do rock and roll, The Crickets (grilos). Foram de The Beatals (um trocadilho com a palavra “beat”, batida em inglês) para The Silver Beetles, depois The Silver Beatles até que enfim ficaram só com The Beatles.

Nos anos seguintes, Paul McCartney e George Harrison entrariam para a trupe após assistirem a shows da banda. Outro rapaz, Stuart Sutcliffe, a quem Lennon havia conhecido na faculdade de arte da cidade, tornou-se baixista do grupo (função mais tarde ocupada por McCartney, na época guitarrista). Sutcliffe morreu poucos anos depois, mas é considerado até hoje o “quinto Beatle”, de tanta influência que teve na história do grupo – ele sugeriu o nome e o corte de cabelo dos garotos e há quem acredite que Sutcliffe e Lennon tiveram um relacionamento amoroso.

Já Ringo Starr, que na época da formação dos Beatles tocava na banda Rory Storm and the Hurricanes, entrou para o grupo após o produtor George Martin reclamar do então baterista que tocava com Lennon e McCartney, Pete Best. Apesar disso, Starr também não agradou muito a Martin, que preferiu contratar um baterista experiente, Andy White, para a gravação de Love Me Do – o primeiro single da banda.

A trajetória dos Beatles

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Anos iniciais


No verão de 1956, John Lennon forma a banda The Quarrymen com colegas de escola. Em julho de 1957, ele conhece Paul McCartney durante um show e o convida para fazer parte do grupo. Em fevereiro de 1958, George Harrison assiste a um show da banda por convite de Paul, seu amigo de escola, e entra para o grupo um mês depois. Em agosto de 1960, eles passam a se chamar The Beatles (beetle = besouro) por sugestão de Stuart Sutcliffe, amigo de John e então baixista do grupo, em homenagem a Buddy Holly and the Crickets (grilos). Começam temporada de shows em Hamburgo e no Cavern Club, em Liverpool, que duraria dois anos e seria essencial para a banda ganhar experiência em cima do palco – e fãs. Em 1961, por sugestão da noiva de Sutcliffe, a alemã Astrid Kirchherr, cortam o cabelo “tigelinha”.
Durante um dos shows no Cavern, a banda conhece Brian Epstein, dono de uma loja local de discos e colunista musical, que insistiu durante meses para que a banda o contratasse como empresário, o que aconteceu em janeiro de 1962. Em maio daquele ano, após serem rejeitados pela gravadora Decca, que acreditava que “o rock já era”, assinam contrato com a Parlophone. O produtor da gravadora, George Martin, reclama do baterista do grupo, Pete Best, e os Beatles contratam Ringo Starr, que então tocava em uma banda chamada Rory Storm and the Hurricanes – apesar disso, o produtor prefere contratar um baterista experiente, Andy White, para a gravação de Love Me Do – o primeiro single da banda – deixando Starr apenas no tamborim, em 6 de junho de 1962. Lançada em outubro de 1962, a música não fez grande sucesso, mas sua sucessora, Please Please Me, entrou para o topo das listas de mais tocadas no Reino Unido.
Em fevereiro de 1963, a banda entra em estúdio novamente em Abbey Road para gravar o álbum Please Please Me em apenas 9 horas e 45 minutos, em três sessões divididas ao longo do mesmo dia. A gravação foi apressada mais por falta de dinheiro da gravadora para pagar o estúdio do que por pressa – as três sessões custaram, na época, o que hoje equivale a cerca de 10.000 libras (30.000 reais). She Loves You, quarto single do grupo, lançado em agosto de 1963, vende mais rápido do que qualquer outra gravação já feita no Reino Unido na época. Em novembro daquele ano, a polícia britânica usa jatos de água para dispersar fãs histéricas em um show em Plymouth. Era o início da Beatlemania.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/lancado-ha-50-anos-primeiro-disco-dos-beatles-ajudou-a-salvar-o-rock

sexta-feira, 22 de março de 2013

Notícia da Semana Atualidades (10 Anos da Invasão do Iraque)


Onda de ataques atinge Iraque na véspera de invasão americana completar 10 anos

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelos atentados que deixaram ao menos 60 mortos; explosões atingiram regiões xiitas, forças de segurança e pontos de ônibus

iG São Paulo  - Atualizada às 
Uma onda de explosões tomou as ruas de Bagdá nesta terça-feira (19) deixando ao menos 60 mortos na véspera dos dez anos da invasão ao Iraque liderada pelos EUA. Os ataques provam a instabilidade do país mais de um ano após a retirada das tropas americanas . 
Segundo a rede britânica BBC, os atentados deixaram 60 mortos, enquanto a agência Associated Press aponta 65 mortos. O número de feridos supera 200.
Episódios de violência têm se tornado cada vez mais comuns no Iraque desde que sunitas e xiitas quase levaram o país a uma guerra civil entre 2006 e 2007. Mas os insurgentes continuam a executar ataques mortais enquanto as rivalidades étnicas e sectárias vêm deteriorando a unidade nacional.



AP
Carro-bomba explode perto da Zona Verde, onde ficam os principais gabinetes do governo e embaixadas, em Bagdá, no Iraque

O simbolismo dos ataques desta terça-feira (19) foi forte, com a chegada do dia em que, há dez anos, Washington liderou a invasão com uma campanha de bombardeios aéreos em 19 de março de 2003 - antes do amanhecer do dia seguinte no Iraque.
A ação militar rapidamente depôs Saddam Hussein , mas por anos abriu espaço para resistência de militantes e para ataques sectários entre sunitas e xiitas, deixando 4,5 mil americanos e 100 mil iraquianos mortos. Uma década depois, a estabilidade do Iraque e a força de sua democracia permanecem como questões em aberto.
O país está inquestionavelmente mais livre e mais democrático em comparação à era de Saddam Hussein. Mas o Iraque tem um governo comandado pelos xiitas muito mais próximo ao Irã que aos EUA e enfrenta a minoria sunita, que era dominante sob a liderança de Saddam. 
Os ataques aparentemente coordenados desta terça incluíram carros-bomba e explosivos presos na parte de baixo de veículos. As explosões tiveram como alvo forças de segurança do governo, regiões xiitas, pequenos restaurantes e pontos de ônibus em um período de mais de duas horas, segundo policiais e autoridades hospitalares.
Nenhum grupo até o momento reivindicou responsabilidade pelas explosões, mas os ataques parecem ter a marca da Al-Qaeda no Iraque. O grupo terrorista, que prefere ataques com carros-bomba e explosões coordenadas com a intenção de minar a confiança pública no governo, tem buscado reafirmar sua presença nas últimas semanas.
Os episódios de violência tiveram início por volta das 8 horas (2 horas em Brasília), quando uma bomba explodiu do lado de fora de um restaurante no bairro de Mashtal, em Bagdá. 
Minutos depois, uma bomba colocada na beira de uma estrada atingiu um ponto de encontro de diaristas na região de Nova Bagdá. A favela xiita do distrito de Cidade Sadr foi atingida por três explosões.
Hussein Abdul-Khaliq, funcionário do governo que vive em Cidade Sadr, disse que ouviu uma explosão e, quando saiu para ver o que se passava, encontrou um micro-ônibus em chamas. "Ajudamos algumas mulheres e crianças a sair do ônibus pegando fogo antes da chegada das equipes de resgate. Nossas roupas ficaram cobertas de sangue enquanto tentávamos resgatar pessoas presas", disse. "Os ataques de hoje são uma nova prova de que os políticos e as autoridades de segurança são um grande fracasso."
O ataque que deixou mais vítimas aconteceu às 10 horas (4 horas em Brasília). Um carro-bomba próximo ao Ministério do Trabalho no bairro de Qahira, leste do Bagdá, deixou sete mortos. Outro carro-bomba explodiu do lado de fora de um restaurante perto de um dos principais portões da fortificada Zona Verde, onde ficam os principais gabinetes do governo, incluindo as embaixadas dos EUA e do Reino Unido. 
Ao norte da capital, um morteiro caiu perto de uma clínica em Taji, enquanto uma bomba colocada à beira de uma estrada atingiu uma patrulha do Exército em Tamiyah.
Um carro-bomba também explodiu perto de um ponto de ônibus no sul da capital em Iskandiriyah. Ataques em outros locais em Bagdá deixaram mais 20 mortos nos principais bairros xiitas de Ssainiyah, Zafarniyah, Kazimiyah, Shula e Utaifiya.
Com AP
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-03-19/onda-de-ataques-atinge-iraque-na-vespera-de-invasao-americana-completar-10-anos.html

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