segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Notícia da semana Atualidades (Serra e Haddad)



    Serra e Haddad irão disputar 2º turno em São Paulo

    PT conta com aliança com Gabriel Chalita; para o vice do tucano, Alexandre Schneider, rejeição do candidato irá cair

    AE e Terra
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    Com 93,13% das seções apuradas em São Paulo, o segundo turno das eleições na Capital está matematicamente garantido para os candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Fernando Haddad, de acordo com análise do especialista em marketing político e pesquisa eleitoral Sidney Kuntz para a Agência Estado.
    Com essas urnas apuradas, o candidato tucano, José Serra, tem 1.766.571 votos e lidera a apuração com 30,98% dos votos válidos. O candidato do PT, Fernando Haddad, vem na sequência com 1.643.389, ou 28,82% dos votos válidos. Celso Russomanno, do PRB, mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos durante boa parte da campanha eleitoral, está em terceiro lugar e matematicamente não tem mais como disputar o segundo turno, informa o especialista, pois com 93,13% das urnas apuradas, ele soma 1.227.670 votos, ou 21,53%.
    O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, está com 776.959 votos, ou 13,62% dos votos válidos. Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    Alianças
    Com a confirmação de um duelo de segundo turno com José Serra, do PSDB, oPT conta com uma aliança encaminhada com Gabriel Chalita, do PMDB, para a disputa da prefeitura de São Paulo no fim do mês. De acordo com o presidente nacional petista, Rui Falcão, todo o apoio será bem vindo, inclusive o de Celso Russomanno (PRB). A afirmação do dirigente foi feita após a apuração superar 90% de urnas contadas na noite deste domingo.
    "A tendência...tendência...é que a gente esteja junto com nossos aliados. Pelas conversas anteriores, pelo próprio comportamento do candidato Chalita. Mas, não quero antecipar, porque será objeto de conversa entre as direções. Mas a tendência é que a gente esteja junto", declarou Rui Falcão. O PMDB é o principal aliado do governo federal e a aliança já teria sido costurada entre o presidente Dilma Rousseff, do PT, e seu vice Michel Temer, do PMDB.
    A respeito de Russomanno, Rui Falcão afirmou: "vamos procurar todos que queiram estar conosco no segundo turno" e "todos (...) que quiserem apoiar nosso programa serão bem-vindos". Terceiro colocado da apuração, Russomanno chegou a chamar Haddad de "mentiroso" na última semana, quando ainda liderava as pesquisas de intenção de voto. Ele não comentou a possibilidade de o PR, que apoiou Serra no primeiro turno e faz parte do governo federal, trocar de lado em São Paulo.
    O presidente nacional do PT ainda se limitou a rir ao receber a notícia de que Paulo Maluf, do PP, disse ter sido pouco utilizado pelo PT durante o primeiro turno. "Ele disse isso?", questionou. Sobre o julgamento do mensalão influenciar a discussão de segundo turno, Falcão também foi breve: "esse tipo de campanha não tem dado certo em lugar nenhum".
    Serra
    O candidato a vice-prefeito na chapa de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD), disse na noite deste domingo acreditar que o tucano pode reverter sua alta taxa de rejeição no segundo turno das eleições municipais, um das principais desafios da coligação nesta campanha. "Eu acho que ainda dá pra reverter (a rejeição de Serra). Já foi de 45% e agora é de 38%", afirmou Schneider.
    Ele comparou Serra ao atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que também tinha uma alta taxa de rejeição quando foi eleito. "Na última eleição, o Kassab ganhava por 60% a 40%. É mais ou menos o que o Serra tem hoje, apesar da rejeição", disse o candidato.
    Schneider pediu respeito a Russomanno, mas falou que quer até os votos do candidato do Psol, Carlos Giannazi. "PT e PSDB tiveram o mesmo desempenho do que em outras eleições. O fator surpresa foi o Russomanno, de um partido pequeno, mas que temos que respeitar", afirmou. Sobre a busca de votos de eleitores de outros partidos, o candidato a vice disse que "queremos os votos até do Giannazi". "Mas os votos do núcleo petista nunca vão ser nossos", admitiu Schneider.
    Questionado sobre os temas que devem ter repercussão na segunda etapa das eleições, Alexandre Schneider disse que quem vai decidir é o eleitor. "Eu particularmente acredito que quem define os temas de uma eleição é o povo de São Paulo. É ele que diz 'é esse o assunto que eu quero'", afirmou o candidato.

Resultado da eleição para prefeito itajaí 2012

JANDIR BELLINI11PPPP / PDT / PTB / PMDB / PSC / PR / PPS / DEM / PSDC / PHS / PMN / PTC / PSB / PRP / PSD63.85762,57%
DR. DEODATO45PSDBPRB / PSL / PSDB / PT do B19.69219,29%
NÍKOLAS REIS13PTPT / PTN / PC do B18.51218,14%

Fonte: http://eleicoes.terra.com.br/apuracao-resultado/2012/1turno/sc/itajai,81612.html#prefeito

Vereadores eleitos em Itajaí 2012

MAURILIO MORAES55555PSDPTB / PSDC / PSB / PSD2.9572,87%
DEDÉ11511PP2.7912,71%
DOUGLAS CRISTINO55123PSDPTB / PSDC / PSB / PSD2.4792,40%
THIAGO MORASTONI13111PTPT / PTN / PC do B2.4482,37%
GIOVANI13333PTPT / PTN / PC do B1.9031,85%
CLAYTON BATSCHAUER22000PRPSC / PR / PPS / PMN1.7021,65%
LAMIM15100PMDB1.7021,65%
AFONSO ARRUDA15011PMDB1.6761,63%
ZÉ FERREIRA11153PP1.6541,60%
PAULINHO AMANDIO12000PDTPDT / PTC / PRP1.6171,57%
NEUSA GIRARDI15699PMDB1.5831,54%
TONHO DA GRADE11111PP1.5701,52%
SUSI BELLINI11222PP1.5431,50%
DULCE AMARAL55855PSDPTB / PSDC / PSB / PSD1.5231,48%
CARLOS ELY23023PPSPSC / PR / PPS / PMN1.5211,48%
OSVALDO GERN11777PP1.4481,40%
PISSETTI25107DEM1.3931,35%
OSVALDO MAFRA12555PDTPDT / PTC / PRP1.3621,32%
ANNA CAROLINA10987PRBPRB / PSL / PSDB / PT do B1.3461,31%
RAFA DA PADARIA DA VILA44111PRPPDT / PTC / PRP1.1191,09%
PROF. ACÁCIO45678PSDBPRB / PSL / PSDB / PT do B8560,83%
Ver mais em: http://eleicoes.terra.com.br/apuracao-resultado/2012/1turno/sc/itajai,81612.html#vereador

domingo, 30 de setembro de 2012

Notícia da Semana Atualidades (20 anos do Impeachment de Collor)


Há 20 anos, Fernando Collor de Mello sofria processo de impeachment

Collor foi o primeiro presidente da República eleito pelo voto direto após o regime militar

AGÊNCIA BRASIL


collor (Foto: Sergio Lima/ABr)










Há exatos 20 anos, o Brasil assistiu à abertura do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo, aprovado por 441 votos na Câmara dos Deputados. Collor foi o primeiro presidente da República eleito pelo voto direto após o regime militar, ao derrotar em segundo turno o então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
As primeiras denúncias contra Collor surgiram após os 100 primeiros dias de mandato e diziam respeito a um esquema de corrupção montado pelo ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias – conhecido como PC Farias. As denúncias, intensamente divulgadas pela imprensa, culminaram com a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito, a CPI do PC.
As denúncias de corrupção, associadas ao desgaste do então presidente em função da implementação de planos de estabilização da economia, levaram mais tarde à mobilização popular e à aprovação do pedido de impeachment. Os planos econômicos, chamados de Collor I e Collor II, consistiam basicamente em tentar controlar a inflação, que já vinha alta desde o governo anterior de José Sarney. No primeiro momento os planos surtiram efeito, mas o confisco do dinheiro da população nos bancos e a volta da alta da inflação começaram a provocar insatisfação do povo com o presidente.
Muitas empresas e até pessoas físicas faliram quando o governo determinou que todas as contas bancárias poderiam ter saldo máximo de Cr$ 50 mil (cinquenta mil cruzeiros, a moeda da época). Impedidos de arcar com os compromissos financeiros, os empresários foram os primeiros a abandonar o apoio a Collor. Além disso, denúncias como as de desvio de dinheiro público para a construção dos jardins na residência oficial, chamada de Casa da Dinda, e o pagamento de vultosas despesas do casal presidencial, com dinheiro das empresas de PC Farias, levaram o povo às ruas pedindo a saída do presidente.
Duas entrevistas foram determinantes para a mobilização popular. Primeiro o irmão do presidente, Pedro Collor, à revista Veja, denunciando o chamado esquema PC e o desvio de verbas públicas para as empresas do ex-tesoureiro de campanha. Depois, o motorista Francisco Eriberto França confirmou à revista Isto É ter feito pagamentos para Fernando Collor e sua esposa, Rosane Collor, com cheques e valores que buscava nas empresas de PC Farias.
A conclusão dos trabalhos da CPI do PC, com relatório que considerou as denúncias procedentes, foi outro fator que incentivou a mobilização popular. O movimento Fora Collor era formado principalmente por estudantes, os chamados "Caras Pintadas", e por mais pessoas ligadas às universidades, os professores. Diante do clamor da sociedade civil, os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavanère, e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, o pedido de impeachment com mais de 20 mil assinaturas.
Pinheiro acolheu o pedido e designou o então deputado Nelson Jobim como relator, que posteriormente apresentou parecer favorável ao impedimento do presidente da República de prosseguir no mandato. No dia 29 de setembro de 1992, Ibsen Pinheiro abriu a sessão de votação pelo impeachment de Fernando Collor de Melo em um Congresso Nacional cercado por milhares de manifestantes Caras Pintadas. Com 441 votos favoráveis, 38 contrários, 23 ausências e 1 abstenção, a Câmara dos Deputados decidiu pelo afastamento imediato do presidente da República de suas funções e autorizou o Senado Federal a abrir processo de cassação de mandato e dos direitos políticos.
No dia 2 de outubro, Collor foi comunicado de seu afastamento temporário pelo período que durasse o processo de impeachment e o então vice-presidente da República, Itamar Franco, assumiu o cargo. Itamar permaneceria na cadeira presidencial até o fim do mandato, em 1994. A cassação de Fernando Collor de Melo foi confirmada por 76 votos favoráveis e dois contrários no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O ex-presidente ainda tentou uma manobra para evitar a perda de seus direitos políticos. Depois de aberta a sessão no Senado, o advogado de defesa de Collor, José Moura Rocha, apresentou aos senadores a carta de renúncia dele. A tentativa, no entanto, foi em vão, e a cassação foi confirmada.
Em 1994, o ex-presidente foi absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de corrupção passiva por falta de provas. A absolvição na ação penal, entretanto, não o livrou da suspensão dos direitos políticos por oito anos, a contar da data do que seria o término do seu mandato presidencial, em 1994. Collor voltou à cena política do país apenas em 2002, quando tentou se eleger governador de seu estado, Alagoas, mas foi derrotado. Em 2006, ele se elegeu senador e passou a ocupar uma cadeira no plenário que cassou seus direitos políticos. Em 2010, o senador Collor tentou novamente governar seu estado, mas ficou em terceiro lugar nas eleições. O mandato dele no Senado termina em fevereiro de 2015.
AS

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